BLITZ AVALIA FALTA DE ACESSIBILIDADE NO MERCADO PÚBLICO

Falta de rampa para acesso nas lojas, banheiros sem acessibilidade e calçadas quebradas, estes foram os pontos, dentre tantos outros, mapeados na Blitz da Acessibilidade, que aconteceu na tarde desta quarta-feira (16), no entorno do Mercado Público de Porto Alegre. A iniciativa se deu através do expressivo número de reclamações e denúncias que o Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência – COMDEPA, recebe diariamente sobre o espaço público.

O presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, vereador Alvoni Medina, representou o legislativo de Porto Alegre, durante a visita ao local, que é considerado um dos pontos turísticos da Capital gaúcha.

A comitiva mapeou as principais denúncias originadas através do COMDEPA, como é o caso da falta do banheiro adaptado no primeiro piso e a inexistência das rampas nas entradas das lojas do Mercado Público. O único banheiro adaptado fica no segundo andar do estabelecimento, o qual encontra-se interditado desde o incêndio que acometeu as estruturas do local em 2013. 90% das lojas não possuem rampas de acesso para pessoas com deficiência física que dependem de cadeiras de rodas para sua locomoção.

Luiz Carlos Canto, 43 anos, é cadeirante e trabalha 12 horas por dia nos arredores do espaço público. Para utilizar o banheiro, precisa ir nas dependências de iniciativas privada, pois não há banheiro adaptado no primeiro andar do prédio. “Isso é um completo descaso com o trabalhador. Hoje somos 10 (cadeirantes) que trabalhamos no entorno do Mercado. Para ir ao banheiro é uma briga, pois se as lojas estão fechadas, ficamos segurando ao máximo.”, relata o cadeirante.

Para a presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, é importante sinalizar esses apontamentos, para que tanto a Associação do Comércio do Mercado Público Central, quanto o poder executivo, enxerguem esses problemas que as pessoas com deficiência enfrentam ““Nós somos consumidores tanto quanto os outros, pagamos os nossos impostos e mais uma vez batemos na tecla dos direitos humanos, pois não conseguimos usar o espaço público com dignidade.”, afirma Liza Cenci.

Medina acredita que essas ações de fiscalização sejam necessárias para mostrar não só ao poder público, mas para a sociedade, o quanto algumas atitudes simples são importantes e podem afetar de forma positiva a vida de todos. “As rampas de acesso não servem apenas para as pessoas com deficiência, mães com filhos nos carrinhos também podem se beneficiar para acessar estes lugares. Precisamos pensar na acessibilidade como um todo.”, garante o presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Também estiveram presentes na blitz, o presidente da Faders Acessibilidade Inclusão, Roque Bakof, o conselheiro do COMDEPA, Nelson Luis Lopes Khalil, o representante da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Esporte, Leonardo Bastianello, a membra da Associação Gaúcha de Distrofia Muscular, Karina Zuge e demais apoiadores da causa da pessoa com deficiência.

(Foto: Roberta Brum)

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