PRIORIDADE DA VACINA CONTRA COVID-19 PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA, PESSOAS COM DOENÇAS RARAS E CUIDADORES DE IDOSOS

Nesta segunda-feira histórica, 18 de janeiro de 2021, marcada pelo início da distribuição de 4,5 milhões de doses da CoronaVac para os territórios brasileiros, o vereador Alvoni Medina (REP), protocolou o Projeto de Indicação 0066/21 – IND – 08. A proposição sugere ao Prefeito Sebastião Melo, a inclusão das pessoas com deficiência, pessoas com doenças raras e os profissionais cuidadores de idosos, na lista de prioridades para receber a vacinação contra o coronavírus no Município de Porto Alegre, além dos profissionais da saúde, pessoas idosas e com doenças crônicas, estes já incluídos.

Para o parlamentar, é importante que as autoridades garantam a vacinação para essas pessoas que possuem, em geral, quadros crônicos e multissistêmicos, o que as colocam em um grupo de risco, junto com os idosos, com maior vulnerabilidade física e psicossocial.

“Defendemos a inclusão das pessoas com deficiência e as acometidas por doenças raras na lista de prioridades, assim como também defendemos a prioridade na imunização de profissionais de saúde por estarem mais expostos à doença, além dos idosos e pessoas com doenças crônicas. E não podemos esquecer dos cuidadores de idosos, que têm contato diário e muito próximo com os idosos, principalmente com cuidados de higiene, como banho e alimentação, aumentando o risco de infecção. Portanto, esses profissionais ficam suscetíveis às doenças e podem se contaminar com o vírus ou mesmo transmitir para familiares”, destacou Medina.

O vereador lembrou ainda que a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) já obriga o poder público a reconhecer as pessoas com deficiência como vulneráveis e a adotar medidas para protegê-las em caso de situações de risco, emergência ou calamidade pública.

SAIBA MAIS – Em Porto Alegre, os dados do Censo 2010 do IBGE revelam que aproximadamente um quarto da população do município referiram pelo menos uma das deficiências investigadas. Na evolução histórica, ocorreu um aumento de 66,92%. Em 2000, o percentual era de 14,3, ou seja, 194.351 habitantes, atualmente 23,87% dos investigados, 336.420 habitantes informaram pelo menos uma das deficiências investigadas. Dos indivíduos residentes na Capital em 2010 declararam alguma deficiência visual 249.804, 104.070 motora, auditiva 80.753 e mental 23.581 habitantes. Desses, 202.372 são do sexo feminino e 134.048, do masculino.

Também, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), doenças raras são aquelas que afetam até 65 pessoas a cada 100 mil indivíduos ou 1,3 a cada dois mil. O número exato de doenças raras ainda é desconhecido, mas, atualmente, são descritas de sete a oito mil doenças na literatura médica, sendo que 80% decorrem de fatores genéticos e 20% estão distribuídos entre causas ambientais, infecciosas e imunológicas. Aproximadamente, 75% das doenças raras afetam crianças. No Brasil, a estimativa é de que existam 13 milhões de pessoas com doenças raras, que enfrentam ainda como principais desafios o diagnóstico precoce e o acesso ao tratamento contínuo.

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